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Como tudo começou...

Eduardo Seiti e Gilbert Rosenberg contam a história dos balões no Brasil

Eduardo Seiti, ESBDE, e Gilbert Rosenberg, Plasteng, são amigos de longa data. Uma amizade que nasceu junto com os balões, aqui no Brasil. Ficamos imaginando como seria uma conversa entre eles sobre os velhos tempos, então... 
O encontro foi na sede da Plasteng, em São Paulo, dia 22 de agosto, às 10h. Uma aconchegante recepção com café fresco, pão de queijo e bolo aqueceu a conversa que durou pouco mais de duas horas. Não foi um reencontro dramático, até porquê, os amigos se encontram todos os anos. Mas foi um encontro importante para eles porque a vida hoje é corrida e já não passamos mais tanto tempo jogando conversa fora e lembrando os velhos tempos. Uma reunião valiosa para nós, que assistimos, uma aula de história contata por quem fez a história dos balões no Brasil.
A primeira vez que Seiti esteve na Plasteng foi no final do ano de 1995 para buscar alguns balões e S. Gilbert o chamou para conversar. Ali nasceu a amizade e a história dos balões no Brasil. Nessa época, a Plasteng comercializava balões metalizados, depois importaram balões de látex para decoração, uma novidade, pois no Brasil as indústrias focavam nos balões de massa. Só que não havia decoradores de balão no Brasil! Estava aí uma oportunidade de negócio.
D. Solange Rosenberg, esposa de S.Gilbert, foi uma figura importante para apresentar esse novo universo àquele que viria a ser o mestre dos balões. Ela o apresentou à revista Balloon Images, fonte de inspiração para seus primeiros passos na profissão. Começou um mercado novo com decoradores de balão e a Plasteng promoveu um seminário de balões, em Águas de Lindóia (SP).
Depois disso, os brasileiros começaram a aparecer pela primeira vez nas feiras internacionais em busca de novidades em decoração com balões. Também uma nova oportunidade surgia: a profissão de instrutor de balão. E assim o mercado de balões foi atraindo e abraçando profissionais de diferentes áreas, como Eduardo Seiti, formado em engenharia, que dá cursos desde 1996; e um dos nomes que não se pode esquecer ao falarmos da história dos balões no Brasil, Ricardo Rodrigues, já falecido, com formação em enfermagem, iniciou as aulas em 1998.
Enquanto isso, S. Gilbert e D. Solange seguiam como grandes incentivadores desse mercado. Um talento natural em S. Gilbert – o de vender – foi ingrediente essencial para a expansão dos negócios. “Certa vez fomos ao interior, e ele vendeu todos os balões para lojistas que não compravam dele. Foi uma lição para mim”, lembra Seiti. 
Aula de persistência e força que o egípcio, que chegou ao Brasil em 1956, mostrou que tem de sobra desde muito jovem. “Período de guerra e tinha sete dias para sair do País, e o Brasil foi o primeiro que me deu o visto. Tinha 20 anos na época. Vim a ouvir o português dois dias antes do navio encostar no Rio de Janeiro”, conta S. Gilbert. E, na nova pátria, encontrou D. Solange, também egípcia, que desembarcou aqui aos 12 anos de idade.
S. Gilbert começou sua carreira na indústria química. E durante 14 anos vendeu produtos químicos, ao mesmo tempo, que fez seu plano de negócios. Em 1973 a Plasteng nasceu como distribuidora de produtos químicos, e fluiu até a crise de 1991, que exigiu se reinventar nos negócios. Mas a ideia inicial de S.Gilbert não era fornecer balão.
Ele resolveu oferecer para o mercado um filme utilizado na fabricação do balão metalizado. Achou que seria um bom negócio, mas não teve bons resultados e precisava se desfazer do estoque de balões adquiridos na última viagem ao exterior. O jeito que encontrou foi vender de pouco em pouco nos fins de semana. Quem comprou começou a telefonar pedindo mais. No final, os seis fabricantes que existiam nessa época acabaram fechando, e a Plasteng se firmou como fornecedora de balões e artigos para balões. 
Mas da década de 1990 para cá, os balões evoluíram muito em qualidade; os decoradores foram se aperfeiçoando; o mercado foi se apaixonando. O Seiti virou mestre dos balões, e S. Gilbert confiou a empresa ao filho Roberto Rosenberg. Mas não parou por aí. A Plasteng continua buscando inovação; o Seiti forma centenas de profissionais todos os anos; e o mercado se rende cada vez mais.
Se você quer ver a entrevista toda, vá no nosso canal do Youtube e divirta-se!

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