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Perfil Sarah Mustafa

Uma visão do mercado
Com a palavra Sarah Mustafa

Sarah Mendonça Mustafa Brandão, mineira de Contagem, é instrutora de balão há pouco mais de cinco anos, mas trabalha com os redondos há mais de uma década. Morou nos EUA vários anos, onde participou de diversos cursos e seminários da área. Desde que voltou ao Brasil, concilia os afazeres de mãe, esposa, dona de canil e instrutora de balões pela Pic Pic. Ela contou para nós um pouquinho sobre seu caminho para ser uma instrutora exclusiva, e sobre como vê o mercado de balões no Brasil e as diferenças com os EUA.

AB - Quando começou a trabalhar na área de balões?
SM - Em 2004 na cidade de Milford, em Massachusetts (EUA). Queria fazer a festa das minhas filhas, porém algo me fez despertar e passei anos participando de seminários e cursos, treinando e me especializando na arte com balões. 

AB - O que a incentivou a começar ou a permanecer na área?
SM - O amor à arte e a facilidade que tenho para entender e repassar conhecimentos.

AB - Como vê o mercado de balões hoje?
SM - O mercado de balão para mim sempre foi diferente e cada dia muda, por isso temos que nos adequar à ele. Cada um tem e deve ter um diferencial de trabalho para continuar se destacando nesse mercado. 

AB - É verdade que a realidade das festas infantis no Brasil é completamente diferente da dos EUA? Aqui as festas são mais exuberantes no uso das esculturas com balões?
SM - É, exatamente! É bem diferente. Nós brasileiros, temos uma direção diferente dos americanos. Eles são mais clean. Cheguei a fazer uma megafesta lá, só que a cliente era brasileira. O americano gosta de gás hélio. Todo mês, o ano inteiro tem data comemorativa, as lojas vendem guirlandas e buquês de gás hélio. Só que tudo o que fazia para americano tinha que ter amostra. Aprendi num curso que tem que mostrar o que é arte com balões, então fazia uma réplica e ganhava muito com isso. Hoje pode mostrar fotos, por exemplo. Apesar disso, lá compensava mais financeiramente porque não pedem desconto, não pagam no cartão, nada disso... e ele, o cliente, é muito fiel, não vai para o concorrente. Não existe isso.

AB - Você acredita que os balões delivery estão chegando no Brasil para ficar?
SM - Acho que sempre teve, mas o brasileiro não sabe vender. Não é só colocar gás hélio. Participei de um curso com um cara que foi fazer uma entrega num hospital. Ele contou que foi levar o balão e deixou cartão de visitas. Acho que falta isso, informação para a pessoa trabalhar adequadamente. É uma questão de conquistar seu cliente, ir lá e mostrar um diferencial. Acho muito legal a ideia, acho lindo, é o que o americano gosta, mas um pouco mais exagerado do que temos aqui. Creio que isso vai ficar pra sempre, talvez sirva de inspiração para outras pessoas que estão chegando agora.

AB - E os metalizados?
SM - Eu particularmente acho que metalizado não pega no Brasil. Brasileiro gosta de arte com balões e acho que tem muita coisa que pode ser feita com metalizado, mas tem que ter alguém que dê essa direção, e mesmo assim acho que aqui não dá rock não. Vai ser somente passagem. Não fica.

AB - Como foi o caminho para trabalhar com exclusividade para a Riberball? 
SM - Em 2010, vim para o Brasil, e fazia alguns trabalhos pequenos que chamou a atenção de uma moça de Vila Velha (ES). Ela me chamou para dar um curso. Depois, Soraya Miranda trouxe o Endefi para Belo Horizonte (MG) e me convidou para dar aula pela Pic Pic, ensinei a trabalhar com 260. Isso deu um up para as pessoas se interessarem pelas minhas aulas, mas queriam também que ensinasse a usar balão redondo. Para rever uma amiga de muitos anos em Piracicaba (SP), propus que ela organizasse um curso lá para mim. E a Michele (amiga de Piracicaba) começou a organizar outros cursos no Brasil a fora também. Um belo dia, num evento em Fortaleza (CE), o Daltevir (Daltevir Toledo, diretor comercial e de marketing da Balões Pic Pic Riberball) disse que a indústria estava disposta a patrocinar meus cursos. 

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