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Especial

Corrida do Ouro
Seminário traz realidade de mercado para sala aula

No friozinho do inverno, em Embu das Artes (SP), cerca de 150 pessoas se integraram entre os dias 18 e 20 de julho, em torno de um interesse em comum: os balões de festa. Eram alunos e instrutores vindos de toda parte do Brasil para a 4ª Certificação Ouro, seminário anual promovido pela Happy Day. 


Nós, da revista Arte com Balões e Festas estivemos presentes os três dias e acompanhamos de perto as aulas, as competições, as jam sessions e a festa que envolveu todo o pessoal e 330 mil balões. Ainda bem que não temos que traduzir o evento em uma única palavra, porque seria muito difícil encontra-la, já que o encontro é a soma de uma série de conceitos, como organização, profissionalismo, pontualidade e amizade. “Não te deixa perder o foco!”, resume Adriana Alves, aluna do Rio de Janeiro, que destacou a disciplina como uma das características para o sucesso do evento.


E concentração é apenas uma das competências que são desenvolvidas nos participantes. “À medida que ficam mais hábeis, melhores, o seminário vai ficando mais difícil”, revela Eduardo Seiti, um dos organizadores e mentores da Certificação Ouro, que é indicada para quem já tem alguma intimidade com balões. “O curso é avançado. Não ensina a dar nó nem a inflar”, avisa Seiti. Os participantes de primeira viagem passam por atividades de integração e conseguem acompanhar o grupo e se preparar para participar pra valer de todas as competições no evento do próximo ano. “Não me inscrevi nos concursos, mas já penso em participar ano que vem”, fala Vânia Lopes, de Brasília, que participou este ano pela primeira vez. Para ela, as atividades de integração funcionam. Betânia Torres, do Maranhão, concorda. Também foi sua primeira vez no curso e conta que não se sentiu excluída por isso. “E ainda recebi muitas dicas!”, comemora. 


O evento mantém o ponto alto do início ao fim. A abertura já conta com entrega de prêmios de concursos realizados antes mesmo de o seminário começar, como a criação do melhor projeto e o campeão de curtidas nas mídias sociais. Em grupo ou individuais, as provas mobilizam os participantes em diversos momentos durante os três dias. É certo que as competições aceleram o coração de todo mundo. Mas elas também servem para criar entrosamento entre aqueles que não se conhecem, e aprimorar habilidades: de fazer projeto a trabalhar mais rápido. Aqueles que já se conhecem de anos anteriores, chegam com equipe montada e organizada, como os Garimpeiros do Ouro, Sinos, H’Lera do Ouro e Os Incríveis. Tem equipes que vêm até com camisetas impressas com logo própria e grito de guerra! E aqueles que estão chegando ficam de fora? Que nada! Para esses, a organização reserva equipes coloridas, como a Vermelho e a Azul, e os novatos participam e se preparam para vencer no próximo ano. O engajamento é grande e é bonito de ver os comentários e a torcida nos corredores. Há competições de esculturas pequenas, de twist, de centros de mesa, de entrada, de velocidade e, acredite, até de cartão de visitas. E todos são recompensados com prêmios. Há juízes para avaliação dos trabalhos, que este ano teve mais uma vez o casal Maurício Riquelme e Elba Santos, da Hora Bolas (RJ). 


Um evento desse porte sempre conta com a mobilização de parceiros de diversas áreas. Este ano, a empresa de estruturas e acessórios para decoração Figadoli e a de gás hélio Doctor Flying patrocinaram o seminário, que contou com apoio da indústria de infladores Air Pump.  As palestras trazem ideias vendáveis e técnicas avançadas, o que exige maior conhecimento dos participantes. A grade de aulas é variada e as informações valiosas para quem procura se destacar no mercado. Como é crescente a procura por festas caprichadas na hora de comemorar a chegada do bebê, Carina Dugonsky mostrou como criar painéis em tela PDS e balões disformes no tema, chamando a atenção para a harmonia das cores escolhidas – um diferencial que pode distinguir o profissional cobiçado daquele que não será chamado para aproxima decoração. Outra aula repleta de dicas bacanas foi a ministrada pelo instrutor Tiago Miguel, que falou sobre decoração corporativa, um mercado que consome balões o ano todo. Esse tipo de apresentação abre a cabeça do profissional para um mundo de oportunidades, então o instrutor o guia: tenha uma apresentação da sua empresa e venda seu peixe. Daí vem a prática: turma dividida em grupos responsáveis por criar cada um arcos para diferentes datas comemorativas com a técnica da moda, o disforme. 


Também o tema da aula de Sheila Diaz, Festa Tropical, é contemporâneo. Os cenários criados com os balões de lançamento da Happy Day imprimiram um colorido e uma alegria que dificilmente deixarão o cliente indiferente. Na aula Samir Troy, Fundo do Mar, o tema é recorrente, mas o cenário 3D impressionou. Quando os alunos entraram na sala ele já estava praticamente pronto e o desafio foi complementar a decoração com personagens marinhos feitos na hora. Na aula de Eduardo Seiti, os alunos aprenderam a criar esculturas 3D de roda gigante e orelha do Mickey usando estruturas. Diferente da aula de Everson Simizu, Réveillon na piscina, que teve apresentação e divisão de trabalhos na sala, e a montagem dos balões na área da piscina aquecida. 


Como a proposta é levar para o participante tendências e atualidades, a Certificação Ouro também providenciou uma aula de mesas decoradas, com Carla Christine.  A decoradora falou sobre como atrair e manter os clientes satisfeitos e apresentou as vedetes da decoração de mesa hoje: painéis sublimados, três bolos, mesa maior no centro e duas menores nas laterais, mesa assimétrica, principalmente em festa de adulto, e mesas envelopadas com tecido sublimado. Ufa! É muita informação? Que nada! “Vale muito a pena!”, garante Ana Carla Leonel, de Taubaté (SP). É a terceira vez que ela vem para a Certificação Ouro. “Hoje tem mais temas para desenvolver, e as festas são mais em buffet do que em casa. Eu faço praticamente tudo, menos doces personalizados”, conta. “Não posso parar de aprender!”, justifica. E tem razão. A busca para se destacar no mercado é um dos segredos de sucesso. Junto com ela, o marido, André Leonel dedicou seu tempo para aprender técnicas de twist na sala comandada por Paulo Cruz e Marcelo Bixigão com jam sessions de twist. 


Diego Mota resolveu mostrar para os participantes como lidar com uma situação bastante comum entre os decoradores de balão, mas nem por isso menos desafiadora: criar grandes cenários externos em locais com clima ‘temperamental’. Montou um castelo de 8 metros de altura e 22 metros de comprimento. Foi um espetáculo a parte. “A cultura da minha cidade é fazer festa em espaço aberto, e o vento compromete o resultado”, conta Ester Jonas, de Maputo, Moçambique. Ela com certeza aproveitou bem essa aula!


Com o tema Uma noite em Las Vegas, a aula especial de Hellyan’s Pierre foi também a decoração da festa na mesma noite, com shows, jogos, dança, música ao vivo, jantar internacional e open bar. O grande salão ganhou um túnel de balões, painéis temáticos, dados suspensos no teto de pé direito alto, centros de mesa com balões impressos com os naipes do baralho e esculturas de cifrão e de cartas de baralho. Depois de tanto trabalho, essa foi a janela para o pessoal respirar e ganhar novo fôlego, afinal o terceiro dia de seminário ainda estava para acontecer. E começava cedo com uma prova de agilidade!

5ª seminário Ouro
O 5º Seminário Ouro já está sendo aguardado com ansiedade pelos fãs do evento e por curiosos que desejam aprender a trabalhar com balões com muita adrenalina. De 17 a 19 de julho de 2018, a Happy Day promete deixar os participantes imersos no mundo dos balões e em tudo aquilo que está ligado de alguma forma à prática diária do profissional. O programa educacional envolve profissionais de diversos lugares do País que ensinam teoria e prática. “A ideia sempre foi que todo mundo participasse e que tivesse competições”, afirma Antonio Carlos Bonfante, diretor de vendas e marketing. O evento anual foi evoluindo e aprendendo junto com seus alunos, mas sempre priorizou o reconhecimento do profissional brasileiro e a alegria como compensação pelo esforço dos participantes. “Nossos instrutores (brasileiros) são muito bons e sempre trazem novas técnicas, o que ajudou o Ouro a crescer. E outra coisa que sempre fizemos questão foi oferecer uma festa inesquecível”, completa Bonfante.


O local do seminário continuará sendo o Hotel Rancho Silvestre, São Roque (SP). A estrutura é adequada para comportar todas as atividades, as acomodações são muito elogiadas, e o restaurante é um dos itens mais lembrados depois do evento, nas conversas do grupo formado no WhatsApp.

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