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Perfil com Soraya Miranda

Arquiteta do latex 

com a palavra Soraya Miranda

Nessa edição trazemos a instrutora de balões Soraya Rocha de Miranda. Indicada por vários leitores, Soraya conquistou o reconhecimento e o coração de muitos profissionais. A mineira nascida dia 9 de setembro de 1967 é casada e tem uma filha com 26 anos. O marido, socorrista, é um grande parceiro e incentivador do seu trabalho. Mãe e esposa, ela conta que gosta de ouvir música, mas não tem predileção por cozinhar. Adora macarronada e se sente atraída por tudo o que é verde. “Essa cor significa esperança, vida. Tem que estar em tudo, até nas frutas!”, diz. Ela tem um sonho ainda não realizado: conhecer a Itália. Como instrutora já foi ao Chile e tem planos de ir mais longe em breve. Ou mais perto do seu sonho, pois tem um convite para ministrar um curso em Portugal. Soraya iniciou os estudos em arquitetura, mas a vida a levou para outros caminhos até se descobrir como instrutora. Suas aulas na Foco Eventos e Cursos são para profissionais com ou sem experiência. Aqueles que nunca fizeram um curso com ela aprendem a base da profissão. “Do alicerce se constrói um novo prédio, um novo objetivo. Para iniciar no mercado você precisa saber a teoria, o cálculo, a venda, o marketing, a introdução, o que é o material que você trabalha... Por isso digo que sou arquiteta do latex”, explica.

AB - Quando começou a trabalhar na área de balões?
SM - Em uma feira que aconteceu dentro de um shopping de Belo Horizonte (MG), em 1998. Os expositores eram lojistas de decoração de festas infantis. Naquele tempo se usava muito isopor e tablado. Mas tinha um que oferecia cursos de artes com balões. Fiquei encantada! Era a Data Festas em parceria com a Rica Festas que ofereceu esse curso presencial com aulas práticas. Nessa época não se falava muito misso e era pouca gente que trabalhava com isso.

AB - A partir desse curso o que aconteceu?
SM - Minha vida era totalmente diferente, trabalhava com transporte escolar e a professora da minha filha decorava festinhas. Como sempre gostei de desenhar, a ajudava nas decorações até que ela me convidou a fazer as festas com ela. Foi então que vi o anúncio do curso no jornal e fui fazer. Depois me aprimorei nas decorações de mesa também. Ela não quis continuar, e eu continuei. Então de 1998 a 2000 fiz muita decoração de supermercado, loja, concessionária e festa infantil.

AB - Quando começou a dar aulas?
SM - Em 2000 encontrei outro mundo: os brinquedos infláveis. O mundo ficou diferente. Resolvi comprar os infláveis, fui para o Espírito Santo e montei um parque de infláveis, com pula-pula, escorregador... Foi a primeira decepção que tive, mas um grande aprendizado. Foi quando me encontrei como instrutora. Resolvi dar aula para voluntários que quisessem trabalhar comigo já que a mão de obra na época era muito escassa. Depois dessa reviravolta comecei a ensinar e encontrei um novo caminho, dava aula de segunda a segunda. Acho que dei aula no Espírito Santo inteiro. Adoro ensinar!

AB - Você estava patrocinada por alguma indústria ou era contratada de alguma empresa?
SM - Não. Dava aula em casa, ensinando a inflar, amarrar, fazer guirlanda comum... até 2003. Voltei para Belo Horizonte e fiquei uns quatro anos parada, tinha que refazer a vida. Em 2007 voltei ao mercado. Foi quando encontrei internet e vi como a arte com balões tinha mudado, até as técnicas e a condição das próprias fábricas em oferecer aulas, ter instrutores... fiquei muito interessada. Aí vi um curso de uma marca de balões e resolvi voltar, foi quando fiz minha primeira atualização, em 2008. Criei a Foco Eventos, fiz um cartão de visitas, soltei no Orkut e as pessoas começaram a entrar em contato. Fiz decorações, mas resolvi fazer outras atualizações e tive um convite de outra instrutora que me fez uma proposta para organizar o evento dela em Minas Gerais. A instrutora era Adriana Sedlak, e o curso, o Endefi. Fiquei até com medo, pois não conhecia ninguém para me ajudar a entender o mercado e ela me tirava dúvidas por msn. Pensei: depois de tudo o que já fiz, esse é mais um desafio, vou encarar. Como resultado, tivemos no evento 120 alunos e instrutores conhecidos. Foi quando conheci outras marcas, passei a conhecer o mercado e comecei a organizar outros cursos. 

AB - Quando conseguiu trabalhar com patrocínio?
SM - Em 2012, iniciei com a Happy Day. Fiz uma turnê por dois anos junto com o Tiago Miguel, pela Happy Day. Em 2015 fui chamada pelo Ideias Gigantes. De lá pra cá, ou seja, desde que criei a Foco Eventos fui crescendo e hoje acho que me tornei uma instrutora conhecida, em Minas Gerais e no Brasil. Há dois anos trabalho com a Balões Joy. Hoje, minha empresa se chama Foco Eventos e Cursos.

AB - Quais suas maiores alegrias?
SM - Ver as lágrimas de sucesso de um aluno. Cada aluno tem uma história. Minhas aulas ensinam o trabalho desde o início mesmo e é uma conquista profissional, financeira e pessoal para quem faz. Tem histórias que a gente vê e que se destacam porque a pessoa cresceu, evoluiu diante de uma caminhada como a minha. A gente se torna uma família, uma grande família.

AB - Você destacaria alguém que tenha marcado sua vida como instrutora?
SM - Posso citar duas pessoas: Vivian Izaque, de Uberaba (MG). Ela já trabalhava com decoração, mas foi para meu curso que ela viajou pela primeira vez para aprender e seguir em frente. Hoje é uma grande amiga e grande instrutora, tenho grande orgulho dela. E a Edilania Coutinho, de Rio Bananal (ES). Hoje, ela também é instrutora, parceira, trabalha organizada com outros patrocinadores. É  legal você poder fazer com outras pessoas o mesmo que a Adriana fez comigo e ver o crescimento de cada uma.

AB - Como você percebe o mercado de balões hoje?
SM - Os balões começam a dar vida nas diversas criações em madeira, tecidos, flores, criando parcerias entre os profissionais de decoração. Mas os balões sempre serão o brilho de todas as festas! E o mercado de Balões não para #temqueterbaloes.

AB - Como é formar novos profissionais para um mercado em crise? Você conversa sobre isso com seus alunos?
SM - Nas minhas aulas, converso com os alunos sobre a realidade do Brasil. Vejo a crise de uma maneira diferente: ela movimenta o país. Algum setor cai, mas precisa cair para que novos sucessos possam ser vistos. Por isso a gente vê uma briga de poderes e fama dentro do mercado de arte com balões. Surgem novos profissionais com novas propostas e tiram o que já está lá da zona de conforto. Toda crise não só fecha uma porta, como abre mais uma possibilidade.

AB - O que ainda deseja conquistar profissionalmente?
SM - Meu sonho é realizar minha escola de cursos. A Escola do Decorador Foco Eventos e Cursos. Quando criei esse nome já era pensando em abrir uma casa de cursos não só de balões, mas de decoração. 

AB - E a quanto você está de realizar esse sonho?
SM - Este ano me preparei para dar uma revirada nos meus calendários. Tenho pretensão de inaugurar minha casa de cursos no final de 2018. 

AB - Como vê a Soraya Miranda daqui a alguns anos?
SM - Ensinar sempre será meu foco. Daqui a alguns anos pretendo me ver mais e mais reconhecida como instrutora na Arte com Balões pelo Brasil e no mundo.

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