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Especial Palhaçadas e twist

Palhaçadas e twist

balão que faz sorrir

Palhaço todo mundo sabe o que é, né? Desde a infância convivemos com esse personagem que tem como missão estampar sorrisos no rosto tanto de adultos quanto de crianças. E twist? Sua tradução exata é torção e a técnica de twist no universo de balão é, portanto, torcer balões para criar formas diferentes, como animais, flores e objetos. Parece divertido, não? Imagine juntar a técnica com o palhaço! É sucesso na certa! Encontramos alguns profissionais no Brasil que trabalham com esse tipo de entretenimento em festas e em outras ocasiões, como em hospitais e padarias, por exemplo.

Alegria na padaria
Iendis Passos é o Bisnaguinha, palhaço há 17 anos. Ele envolve balões e animação num só show três vezes por semana durante o jantar numa rede de padaria no ABC Paulista para atrair mais clientes. “Fui contratado para fazer o trabalho no dia mais fraco do estabelecimento e, hoje, é um dos mais movimentados!”, alegra-se. Já no Hospital Israelita Albert Einstein, no Morumbi, em São Paulo (SP), ele faz visitas todos os dias, de segunda a sábado. “A gente visita ala infantil, pediatria, oncologia, halls de entrada e quartos para alegrar e presentear as crianças com seus personagens preferidos feitos em balões”, conta. Além disso, Bisnaguinha é querido nas festas de filhos de artistas, como Paulo Ricardo, Fausto Silva e Marcos Mion. Ao todo, são em média 25 festas por mês, entre aniversários, feiras, casamentos e onde mais o sorriso for convidado de honra.
Para manter o interesse de clientes fixos no seu trabalho, o palhaço conta que recria sempre seu show, investindo em figurino, balão, mágicas e atividades de circo. “É um prazer saber que podemos alegrar um momento único na vida de cada criança, no de sua família e na de seus convidados”, alegra-se. Mas a profissão não é brincadeira, pois exige técnica e treinamento. No cardápio, Bisnaguinha tem mais de 300 modelos de esculturas e desenvolve cada uma num tempo médio de quatro minutos. “Levo uma maleta recheada de balões para brincar e também trabalhar pedagogicamente usando cores, ideias, personagens, etc”, explica. “Também levo algumas outras ferramentas para malabarismo, e até monociclo”, continua. 
Confiante no crescimento deste mercado, Bisnaguinha acredita que uma das razões do sucesso é a mão de obra diferenciada, que mescla a arte dos balões twist, circo e mágicas com balões. A demanda é realmente boa, tanto que ele conta com outros profissionais, como a Barbie e o Tio Espeto, para ocasiões em que só um é pouco para atender tanta gente.

Diversão para a família
Há também quem gosta tanto da profissão que concilia com o emprego formal, como Marcelo Bixigão, técnico de enfermagem. “Dependo muito das folgas para realizar esse trabalho”, diz. Ultimamente não tem conseguido atender muitos eventos, mas conta que tem uma satisfação muito grande tanto com o trabalho na área da saúde quanto com a animação. “Aquele sorriso gostoso é o combustível para continuar com esta arte maravilhosa”, revela.
Seu personagem foi criado em 2003, quando começou a fazer esculturas com balões. Na época ele era o Omelete Quatro Queijos e nem imaginava que iria trabalhar com saúde, mas os amigos logo o apelidaram de Bixiguento. “Achei muito feio, troquei para Bixigão e ficou. Hoje meu nome artístico é Marcelo Bixigão”, conta. Ele é mais requisitado para animar festas infantis, pois os clientes o indicam e recontratam. “Já fizemos três festas para a mesma família!, conta.
O sucesso do trabalho é justificado por vários fatores: primeiro, o balão propriamente dito – ícone da infância e da diversão; depois, a presença constante do seu braço direito nas festas, a esposa Débora; e por fim, as brincadeiras escolhidas, daquelas que resgatam personagens, como a confecção de esculturas específicas para cada membro da família. “Para a vovó, uma mamadeira, para a tia, um buquê para casar logo, e para as solteiras, um beijinho no sapo para desencalhar”, explica. Também os pais recebem atenção especial. “Lembramos as datas em que os pais da criança se conheceram, a troca de olhares, o pedido de namoro, o casamento, até o nascimento do bebê. Tudo ilustrado com balões e com fundo musical para melhorar a performance”, completa.
A alegria que Marcelo Bixigão emana corre os corredores do hospital onde trabalha e também em igrejas, onde desenvolve um trabalho de evangelismo com crianças, onde os balões são usados para ilustração bíblica.

Para gostar de injeção
“Trabalhar com sorriso é tudo de bom, é contagiante!”, diz Douglas Kiyohara, palhaço há mais de dez anos. Ele marca presença em festas, restaurantes, pizzarias, academias, buffets, empresas, clubes, condomínios, e... em laboratório. Isso mesmo! Laboratório de análises clínicas. “É fantástico, maravilhoso, especial! As crianças chegam chorando por causa da injeção do exame de sangue, e com uma escultura de balão ou uma brincadeira, a feição dela muda na hora. Isso não tem preço!”, emociona-se lembrando do trabalho que desenvolveu num laboratório localizado no ABC Paulista.
Douglas, também conhecido como Torrone, acredita que é diferente. “Você já viu palhaço japonês?”, brinca. E a risada é garantida! Outras improbabilidades são questionadas por ele durante suas performances, como se a criança já viu chover de baixo para cima, e outras tantas que ganham a atenção do espectador. E na hora que ele aplica o twist, técnica em que é especializado, o resultado é o esperado: clientes felizes e agenda cheia. “O mercado de trabalho é muito bom, pois não faço apenas palhaço, sou recreador também”, explica. Além disso, ele também oferece decoração com balões, pintura facial, espaço kids e escultura com balões. Ou seja, tem serviços para todos os gostos e necessidades!

 

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