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Perfil Wilson Sawaki

Movido a desafio

Conversa com Wilson Sawaki

 

Agenda sempre lotada. As mensagens no WhatsApp não param de chegar. Entra fins de semana inteiros em cursos e congressos por todo o lado. Muito bem relacionado com grandes indústrias do setor de festas, Wilson Sawaki começou a escrever sua história em 1996, ao lado do primo Eduardo Seiti, e dos irmãos Katia e Wiliam Sawaki. Depois de 20 anos de trabalho duro, esse andreense – como é chamado quem nasce em Santo André, no ABC paulista, nem pensa em parar. Ainda jovem, com 43 anos, tem uma energia e uma paixão vibrante pelo mundo dos balões. Finalizou o curso de desenhista projetista, mas nunca exerceu a profissão. Acabou indo para o Japão onde passou um ano e meio. Ao voltar para o Brasil descobriu que poderia explorar sua imaginação ilimitadamente usando um suporte inusitado: o balão. 
É um sonhador. E seus sonhos começaram cedo. Quando criança se via sendo piloto de avião, helicóptero, policial, design de carros e até Dj. Mas descobriu que sua realização estava mesmo na capacidade de gerar condições e de realizar. Condições de que? Ora, de tudo!... É saber preparar o caminho para alcançar objetivos.
Bem humorado, não deixa de ser enfático ao ser perguntado sobre o que não gosta de fazer. “Lavarrrrrr loooouçaaaa todo diiiiaaaa que alegriiiaaaa!!!”, responde. Mas admite que não dispensa um bom prato, e para ele, o que está sendo servido é sempre um bom prato. Fácil de agradar, não é? Não se engane, pois ele sabe exigir quando o assunto é trabalho. Descubra um pouco mais sobre essa personalidade tão querida no meio das festas na entrevista que nos concedeu generosamente tanto por e-mail quanto por telefone. E para os críticos de plantão: por e-mail também conseguimos decifrar a pessoa, repare no uso de exclamações. São muitas! É essa vibração que adoramos no Wilson Sawaki.

AB – Quais foram suas maiores alegrias?
WS – Parando agora para pensar quais foram as minhas maiores alegrias... Me veio tantas imagens, cenas, flashs... Não tenho como descrever ou escolher as maiores e mais memoráveis, deixaria isso para um livro, mas não tenho pretensão nenhuma de escrever um livro! Rs No geral minha maior alegria foi trabalhar com os clientes mais maravilhosos do mundo! Conhecer pessoas incríveis que trabalharam comigo na minha empresa! Sempre trabalhei ligado com as indústrias do setor! E com isso formei amizades incríveis, as quais respeito e guardo comigo! Ao longo de minha carreira trabalhei dividido entre minha empresa e instrução, cursos e seminários. Quando penso em alunos... Eu juro a você, leitor: fiquei agora uns 20 minutos só relembrando os 19 anos que dou aulas. Sou muito grato a Deus! Gostaria que todos os meus clientes e alunos pudessem ler isso: se hoje me sinto feliz e realizado é porque vocês fizeram parte disso! Muito obrigado! Muito obrigado! Muito obrigado! 

AB – Como é o mercado de balões?
WS – O que eu estimava de mudanças na forma de consumo de balões acabou se acontecendo antes do que eu pensava. Nos últimos 10 anos, olha o quanto as indústrias de balões e equipamentos no Brasil se desenvolveram, o quanto melhoraram em tecnologia, produtos, logística e principalmente na comunicação indústria/decorador. 

AB – Em termos práticos, como essa transformação afetou o cliente final e o decorador?
WS – Quem tem menos de 15 anos no ramo, não sabe como era difícil encontrar balões para decorador, ou seja, a forma de se consumir balões também se desenvolveu muito! O cliente já consegue comprar poucos balões com gás hélio em lojas especializadas, ou não! Coisa que até então era difícil, pois os decoradores tinham seus escritórios sistemáticos que só vendiam uma quantidade mínima, o que não enquadrava o cliente final. 

AB – Essa é uma tendência?
WS – Se uma cliente consegue comprar dez balões de látex com gás hélio numa loja, pensemos juntos: Ela vai fazer uma festinha em casa? Ela vai presentear alguém? Ela vai alegrar um ambiente? Ela vai comemorar um momento? Ela vai respirar o gás hélio dos balões? rs Se não perguntarmos, nunca iremos saber. Mas essa cliente não consumia balões no passado, pois não conseguia encontra-los. Então ela é uma cliente que tem no mínimo cinco motivos diferentes para usar um produto que antes não tinha à disposição. Isso é uma mudança de mercado, isso é uma tendência de mercado, isso vai se consolidar no mercado!

AB – Como você vê o mercado daqui pra frente?
WS – O mercado vai exigir lojas especializadas em atender clientes com diversos motivos para utilizar balões. Nas quantidades que o cliente exigir e, com isso, logicamente, as indústrias terão que melhorar seus produtos, criar novas estampas, crescer seus mostruários, diversificar cores, tamanhos, pois seus produtos passam a ser expostos não mais dentro da embalagem, mas sim,  em vitrines! E na maioria das vezes já cheios, pois balões nas lojas só se vendem se estiverem cheios, senão ninguém sabe que existem balões tão lindos!

AB – A crise atual atingiu também o setor de balões?
WS – Hoje o mercado de balões sofre um pouco com a crise instaurada no nosso querido Brasil, mas sofre menos, muito menos que outros setores. Não tenho conhecimento interno de todas as indústrias do setor de festas, mas as que conheço e trabalho vêm batendo suas metas. Em 2015 e 2016, não só bateram como se surpreenderam! E vocês sabem que trabalho para as três maiores indústrias do setor: Riberball, Regina Festas e Bonus Infladores.

AB – Você acredita que as indústrias se sairão bem em 2017?
WS – O mercado de balões promete muito! Sempre prometeu! Olhe ao seu redor! O que era antes e o que temos hoje no nosso mundo dos balões! Os profissionais crescem, os amadores sobrevivem, os aventureiros se perdem... Você quer fazer parte de qual grupo? Não é o mercado que determina em que grupo você está agora, é você que determina o grupo que quer estar!

AB – Esse otimismo, você também experimenta na sua vida como instrutor?
WS – Hoje tenho uma visão ampla do mercado de balões, acompanho tecnicamente ele desde 1998, e me foquei muito nisso nos últimos dez anos. Em 2008 já tinha decidido o que eu queria estar fazendo no futuro, levando em conta as previsões de mercado, e me dei dez anos para conseguir realizar o que queria. Realizei minha conquista profissional em 2016, dois anos antes do término do prazo. Em 2016 comecei a me trabalhar para mais uma nova conquista profissional, estudada com base na minha visão de mercado. Toda vez que realizo um desejo ou uma conquista profissional, já me lanço para o próximo desafio, desafios me levam longe e sou um profissional que não se acomoda ou segue no meio do rebanho. 

AB – Você circula nos mais importantes meios da área e é ouvido com respeito. Não é uma mera atribuição, mas uma grande responsabilidade...
WS – Como formador de opinião e linha de frente, é de extrema responsabilidade o profissionalismo na pele, pois pessoas dependem disso - família, funcionários, família dos funcionários, clientes, fabricantes, etc. Com uma simples frase, pessoas podem ser prejudicadas, como a ideia que andou circulando de que balão é brega. Olha o tamanho do mercado de balões no Brasil! Quantas pessoas que conhecemos aqui, olha nossas famílias que dependem desse mercado, nossos amigos. Então como profissional de decoração e instrução sempre tratei com muito respeito e zelo nosso mercado. Sempre fui para sala de aula ensinar! Ensinar o que é bom e o que não é! Sendo criticado ou aplaudido! Compreendido ou mal compreendido! O fato é que não tampo o sol com peneira! Falo isso porque hoje temos muitas pessoas dando aulas por diversos motivos, algumas delas não pensam que podem estar prejudicando o mercado, nas famílias dos envolvidos, nos dependentes desse macro ambiente. Pensam nos seus motivos particulares. Isso é preocupante.

AB – Você quer dizer que aquele que não está preparado é responsável por desestabilizar o mercado do setor?
WS – Uma parte da responsabilidade de desenvolver o mercado e cuidar do mercado é do profissional, outra boa parcela é das indústrias, que também são responsáveis por gerir, profissionalizar e regulamentar o mercado, passar treinamentos, aulas, cursos, seminários! Quando deixamos esse macro ambiente sem regras, você acaba sendo vítima de oportunistas, e de profissionais que difamam profissionais em redes sociais, coisa que não aprovo, pois só prejudica o próprio mercado... 

AB – O que ainda deseja conquistar profissionalmente?
WS – Ainda vou realizar um seminário de Arte com Balões! Um seminário com instrutores escolhidos a dedo por mim e com alunos presenciais! Hands on! A instrução de balões ocupará 50% do tempo e o restante será sobre gestão empresarial, pois muitos nem sabem fazer uma planilha de custos, muito menos identificar de quanto foi seu faturamento anual. Quero que o seminário seja bancado pelas indústrias e que possa ser transmitido ao vivo pela internet para que todas as pessoas possam ter acesso às informações e oportunidade de crescer profissionalmente. Ou seja, que tudo isso seja DE GRAÇA para o participante. Acredito que esse será o meu maior desafio profissional e com certeza a minha maior conquista!

AB – Bom, pelo visto muito trabalho pela frente ainda! Como vê o Wilson daqui a alguns anos?
WS – Uma pessoa melhor do que é hoje! Com muitas conquistas profissionais a realizar!

 

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