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Especial Oficina de balões

O balão além da decoração

Oficina, animação, recreação... 
a matéria-prima da alegria!

 

Atividades interativas e lúdicas direcionadas a crianças, jovens e adultos por um profissional que deve entender não só de técnica, mas de gente. Item obrigatório em acontecimentos especiais, pois garante que o evento fique mais chamativo e o ambiente decorado. Estamos falando da oficina, da animação e da recreação. Mas afinal, quais as diferenças entre elas?
Quem explica é Antonio Folguerar, mais conhecido como Tom Tom. Ele trabalha há 32 anos com entretenimento em festas e eventos e conta que nas oficinas se ensina o participante a criar com balão; na animação, são feitas esculturas e distribuídas aos participantes; e na recreação, os monitores brincam com as crianças usando o balão, como aquela brincadeira de sentar nele até estourá-lo. “Esculturas também viram brinquedo, tipo a roupa do guerreiro, de borboleta, cinturão para por a espada...”, completa Tom Tom.
Wilson Sawaki também é – com licença – jurássico no setor. Começou as atividades com balão em 1996. “Comecei com Eduardo Seiti. Ele tinha um projeto de oficina de balões na gaveta, acabamos planejando e colocando em prática”, conta. Só que para Wilson, a diferença entre oficina e animação está no tamanho das esculturas e no uso de gás hélio para inflar os balões. “Na oficina usamos gás hélio e equipamentos. Na animação, além das figuras serem menores, o profissional infla a escultura manualmente”, diz. “Para mim, a oficina tem três vantagens sobre as outras atividades: anima, decora e vira lembrança da festa”, completa.
A Puma Balões oferece oficina e esculturas em balões há 19 anos. Para Wiliam Sawaki, sócio-proprietário, a oficina é um trabalho artístico. “O diferencial é a arte sendo feita ali, in loco, na frente do convidado. É Magico!!!”, diz. Não é a toa que cerca de 40% do faturamento total da empresa vem das oficinas. “Em 2014, lançamos a oficina de personagens com esculturas de balões somente nas figuras do tema. Entre os mais clássicos e que estão em alta podemos citar: Disney, Princesas, Safari e Super-heróis. Além dos filmes recentes Meu Malvado Favorito, Frozen e Star Wars”, revela Wiliam. Vira uma atração a parte na festa. “Uma frase de uma cliente amiga me marcou muito e acho que representa a oficina: ‘Meu filho e meus convidados nunca esqueceram daquela festa com a oficina de balões que vocês fizeram’. Acredito que a emoção do momento é o que marca as pessoas!”, alegra-se Wiliam.
E não é só em festa infantil que as atividades viram sensação. “Cheguei a fazer “torpedos” com balão 350 em festas de adulto e teen. Foi um sucesso!”, lembra Tom Tom. “Quem dá mais trabalho são os adultos e não as crianças. Eles vêm pedir figuras dizendo que são para os filhos, mas são pra eles!”, diverte-se Wilson. A Puma Balões tem, inclusive pacotes especiais para casamentos, Bar Mitzva, teen e eventos corporativos, pois a abordagem varia conforme o perfil do cliente. A equipe técnica da Puma Balões, por exemplo, participa de cursos internos que duram cerca de dois meses, além do treinamento para atender o público. “É nossa marca registrada!”, orgulha-se Wiliam. 

O preparo
E, afinal, como se tornar um profissional da decoração, da animação, da oficina ou da recreação? “Há cursos no Brasil inteiro que ensinam técnicas de manipulação de balão. A partir daí, as pessoas se direcionam conforme a aptidão”, revela Tom Tom. “Tem curso de tudo quanto é jeito, com tema ou profissionalizante; tem aula só de animação; tem aula básica sobre animação com balão... tenho cursos sobre isso no Balloon Design Brasil”, informa.
Wilson lembra que não é só de técnica que o profissional precisa. É necessário saber como se comportar atrás da mesa da oficina. Ele dá exemplos: se já cantou Parabéns, é sinal de que a festa está no fim e que todo mundo quer levar balão. Tem que estar preparado para não gerar confusão: não pode furar a fila; se a criança já tem dez figuras na mão, e atrás tem quem não ganhou nenhuma, pedimos para ceder a vez, para ser legal com o coleguinha que não tem nenhuma; se há muitas figuras repetidas na festa, deve-se sugerir outros formatos. Ou seja, são dicas valiosas para quem está começando e não quer deixar a cola quente sobre a mesa correndo risco de machucar crianças. Dicas que podem ser encontradas nos cursos gravados de Wilson junto com uma aula completa sobre como montar a mesa na festa, qual tipo de toalha é ideal de usar e técnicas passo-a-passo.
Wiliam lembra que além dos cursos presenciais, online e gravados, há também os seminários, mas ressalta que o que faz muita diferença para se ter sucesso é a criatividade que cada profissional aplica. Muitas figuras são pedidas na festa e desenvolvidas na hora. “O pedido mais inusitado que tive foi o de um menino, que queria um pato preto, com duas cabeças e que andasse de joelhos. Não tem como criar esse tipo de coisa com antecedência. É na hora que fazemos!”, lembra Wilson. Os profissionais colecionam esse tipo de história, como Maurício Riquelme, da Hora Bolas, que conta que fez uma nuvem de chuva em balões, e que é comum adultos entrarem na fila e fazerem pedidos de formatos novos em balões, como um Fusca, por exemplo. Como atender a esses sonhos demanda um tempo maior de criação, a empresa divide seu serviço por pacotes: o de esculturas básicas e o de esculturas livres. Riquelme conta que é preciso tato com as crianças. A empresa leva o serviço de esculturas com balões não redondos para a festa e a oficina de balões, com as figuras flutuantes. “Mesmo quando trabalhamos com a lista de esculturas possíveis na festa, homenageamos a mãe e seus familiares mais próximos com algo mais elaborado”, diz. “Mas se fiz uma espada com um balão redondo na ponta, todos vão querem também”, continua. “Por isso é importante manter o padrão e não abrir exceções”, completa. Também na escolha das cores, que tem uma paleta variada, é possível induzir a criança a usar o balão que se deseja dando poucas opções e com nomes mais fáceis e outros menos. “Ela sempre vai querer o verde grama ao invés do verde esmeralda, porque o primeiro já faz parte do seu universo. Além disso, a resposta rápida garante que a fila ande sem demora”, ensina Riquelme.
O trabalho é grande, exige criatividade, mas vale a pena. Atento às oportunidades de negócio, Wilson abriu um novo mercado diferente do de festas e eventos. Ele conquistou um contrato com um restaurante de perfil econômico nível A. “Aos domingos, sempre das 13h às 17h, faço oficinas em duas lojas. Por que? O público que frequenta é o que eu procuro. Além do ganho financeiro com a atividade, divulgo meu negócio! Há sete anos faço isso. Antes o restaurante não abria aos domingos e não sabia como atrair o público com filhos. Hoje, domingo, é terceiro melhor dia da semana”, comemora Wilson. “A arte com balões no Brasil está cada dia mais reconhecida. Nós, brasileiros amamos uma comemoração!”, conclui Wiliam. 

 

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