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ponto de vista

Daliana Oliveira é decoradora e proprietária da Poá Poá Comemorações.

Entenda seu cliente e acerte a festa

Não importa se é um bolinho ou um festão, as crianças adoram comemorar o aniversário, entretanto, num país com uma grande dimensão territorial como o nosso, com uma vasta diversidade cultural, cada estado tem características muito marcante e própria da sua região e mais do que isso, num país com tantos contrastes, ao mesmo tempo rico e pobre, rural e urbano, liberal e conservador e além disso ... globalizado, vivemos num mundo onde os nossos hábitos e costumes estão padronizados e com a ajuda da internet, das TVs, temos acesso e consumismos o mesmo tipo de conteúdo diariamente, será que estas diferenças são percebidas nas comemorações das festas infantil das diversas regiões do país, no interior ou na capital de cada estado ou será que as festas de aniversários também estão padronizadas?
Assistindo o documentário “Criança, a alma do negócio”, a professora e psicóloga Julia Marques comenta sobre as alterações na tradição das festas de aniversários infantis, dizendo que a festa infantil sofreu um processo de padronização e que antigamente, as festas infantis tinham diferenças singelas, porém significativas: o tipo de bolo, o lugar do evento (alguns em casas, outros em prédios, outros no campo) etc. e que hoje, seja por falta de tempo ou espaço, a tendência das realizações das festas infantis em buffets especializados, onde todas as festas, tem o mesmo padrão  com pequenas diferenças entre uma e outra, as consequências dessa transformação é que, para crianças e adultos, as diferenças entre as festas e os significados da comemoração se perderam.
Como decoradora percebo novamente um momento de transformação, um resgate dessas tradições, o resgate da simplicidade das festas de antigamente, as festas intimistas, com número reduzido de convidados, pessoas mais próximas da família e do aniversariante, com uma proposta de decoração mais afetiva e lúdica, no entanto, esses tipos de festas se concentram em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro e cidades próximas as capitais.
Atualmente residindo em Campinas, 100 km da capital do estado de SP, observo um misto de estilo de festas, muitas famílias optam por festas afetivas, enquanto outras ainda preferem festas grandiosas e mais luxuosas, percorrendo o Brasil, com os cursos de decoração de festas, observo claramente a preferência por festas luxuosas, no interior de São Paulo, nas capitais mineiras, centro-oeste e nordeste do país, acredito que essas diferenças existentes são devidas as diferenças culturais regionais.
Embora, consumimos, os mesmos conteúdos, existe também a dificuldade da falta de fornecedores no interior e em estados mais distantes, o cliente vê as novidades na internet, deseja e procura festas diferenciada mas com a falta de fornecedores locais, não tem o seu desejo atendido, concluímos, visto o número de decoradores de outros estados nas feiras de festas ocorridas no mês passado na capital Paulista, em busca de novidades para os seus estados, porém essas novidades acabam se concentrando nas capitais, então para os decoradores que estão mais distantes dos grandes centros, o que fica é a necessidade de ser mais criativo, quando falta opção de produtos diferenciados ou desejados.
A minha dica é não olhe para a grama verde do vizinho, foque na sua grama, conheça a sua região, a sua cidade, o seu público alvo, sua persona e ofereça serviços que estejam em conformidade com ele, seja no estilo da decoração, no tamanho da festa, nos valores ou se escolher em oferecer um produto diferenciado, inovador, estude muito a sua região e identifique o seu público alvo, sua persona e ofereça produtos condizentes a essa necessidade, escolha um produto baseado no seu gosto, estude e ofereça oportunidades que a sua região procura.

 

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